O niilismo

Expressão exacerbada do materialismo e do positivismo, o niilismo é uma doutrina filosófica e política que nega, dentre outras coisas, toda subordinação ao estado, à igreja e à família. Palavra derivada do latim (nihil, ou seja, nada), o niilismo baseia-se na negação, seja da ordem social estabelecida, seja de todas as formas de esteticismo, assim como na defesa do racionalismo científico e do utilitarismo.

Recebendo influência dos pensamentos de Charles Darwin, Ludwig Feuerbach, Friedrich Nietzsche, Herbert Spencer (dentre outros), tal corrente de pensamento surgiu na Rússia czarista do século XIX. Segundo o filósofo alemão Martin Heidegger, a expressão foi empregada pela primeira vez pelo filósofo Friedrich Jacobi em 1799.

De modo geral, o niilismo é uma corrente filosófica que descarta quaisquer valores com o resultado de libertar o ser humano das fascinações ilusórias pela busca da moral e dos bens materiais. Tais fascinações ilusórias — ou crenças — afirmam que tudo o que existe possui valor absoluto, sendo, portanto, um fim para si mesmas (e não um mero meio para alcançar um certo desenvolvimento.)



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